O Setembro Amarelo chegou, trazendo novamente para o centro das discussões um assunto que merece atenção durante todo o ano: a saúde mental.
Mais do que mudar a cor das redes sociais e usar o tradicional laço amarelo, a campanha é uma oportunidade para ampliar essa conversa, inclusive dentro das empresas.
Afinal, saúde mental não deve ser apenas tema de campanha, mas também de gestão e prevenção.
Esse cuidado ganhou ainda mais relevância com a atualização da NR-01, que passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no gerenciamento de riscos ocupacionais.
Neste artigo, a Promed explica:
- O que é o Setembro Amarelo e por que ele existe
- A relação entre ambiente de trabalho e saúde mental
- Quais sinais a liderança precisa reconhecer
- O que a NR-01 exige das empresas sobre saúde mental
- O que fazer além do mês de setembro
O que é o Setembro Amarelo?
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio que busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e incentivar a busca por ajuda.
A campanha acontece ao longo de setembro e tem como marco o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 10 de setembro.
Mas, para as empresas, a campanha pode representar algo ainda maior: uma oportunidade para olhar para a saúde mental como parte da rotina de cuidado e prevenção.
Isso porque o ambiente de trabalho também pode apresentar situações que afetam o bem-estar dos trabalhadores e algumas delas, de acordo com a lei, precisam ser identificadas e gerenciadas pela empresa.
Qual é a relação entre trabalho e saúde mental?
O trabalho ocupa uma parte importante da vida das pessoas, em tempo, energia, relações e também na vida financeira. Por isso, as condições em que ele acontece podem influenciar diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
Sobrecarga constante, metas incompatíveis com a realidade, assédio, falta de autonomia, conflitos frequentes, clima organizacional ruim e insegurança estão entre os fatores que podem contribuir para o sofrimento e o adoecimento relacionado ao trabalho.
O burnout, reconhecido pela OMS como um fenômeno ocupacional, é um exemplo de como a exposição prolongada a determinados fatores pode afetar a saúde do trabalhador.
Isso não significa que a empresa seja responsável por tudo o que acontece na vida de um colaborador. Mas significa que ela precisa olhar para os fatores presentes no ambiente e na organização do trabalho que podem representar riscos à saúde mental.
E esse olhar passou a ser ainda mais importante com a gestão dos riscos psicossociais no âmbito da NR-01.
→ Guia completo da NR-01: confira aqui!
Os sinais que a liderança precisa reconhecer
Uma das formas mais importantes de prevenção é perceber quando algo começa a mudar na equipe.
Isso não significa transformar gestores em psicólogos ou fazer diagnósticos, tampouco ter um terapeuta disponível no escritório.
Significa desenvolver um olhar atento para comportamentos e situações que podem revelar que existe algum fator de risco psicossocial que precisa ser investigado.
3 sinais importantes para acompanhar na equipe
1. Mudanças de comportamento
Um profissional participativo que passa a se isolar ou uma uma equipe que começa a apresentar mais conflitos e irritabilidade.
Essas mudanças podem indicar que existe algo no ambiente de trabalho que merece atenção.
2. Aumento de afastamentos e queixas
Cansaço frequente, queixas físicas recorrentes, aumento de atestados, faltas e afastamentos podem ser sinais de que algo não está bem.
💡 Na Promed, orientamos nossos clientes a acompanhar esses indicadores por setor. Quando há um aumento significativo de atestados em determinada equipe, vale investigar o que está acontecendo e quais fatores de trabalho podem estar relacionados.
3. Queda no desempenho e aumento da sobrecarga
Prazos que começam a ser perdidos, aumento de erros, queda de produtividade, dificuldade de concentração e horas extras frequentes também merecem atenção.
Mais do que olhar apenas para o desempenho individual, a liderança deve perguntar: a equipe está sobrecarregada? As metas são compatíveis com os recursos disponíveis? A distribuição de tarefas está adequada?
💡Para a gestão de riscos psicossociais, observar esses sinais é apenas o começo. O próximo passo é identificar quais fatores do trabalho podem estar por trás deles e agir sobre as causas.
O que a NR-01 exige sobre saúde mental?
Mas, afinal, o que o Setembro Amarelo tem a ver com a NR-01?
A relação está justamente na necessidade de as empresas ampliarem o olhar sobre os fatores que podem afetar a saúde mental no trabalho.
Desde maio de 2026, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais previsto na NR-01.
São fatores relacionados à organização, à gestão e às relações de trabalho que podem afetar negativamente a saúde dos trabalhadores.
Entre os exemplos estão:
- Assédio moral ou sexual;
- Racismo, bullying ou homofobia;
- Pressão excessiva por resultados;
- Conflitos interpessoais;
- Sobrecarga de trabalho;
- Metas incompatíveis com a realidade;
- Falta de clareza sobre papéis e responsabilidades;
- Jornada excessiva;
- Problemas relacionados à liderança;
- Falta de suporte ou reconhecimento.
Esses fatores precisam ser identificados, avaliados e gerenciados, com medidas de prevenção e controle adequadas.
🚨 E aqui está um ponto importante: a NR-01 não determina que a empresa faça diagnóstico de saúde mental dos trabalhadores.
O foco está em identificar fatores relacionados ao trabalho que possam representar riscos e atuar sobre eles.
Por isso, falar de saúde mental no ambiente corporativo não é apenas oferecer uma palestra em setembro.
É olhar para como o trabalho está organizado, como as pessoas são lideradas e quais situações podem estar contribuindo para o sofrimento ou adoecimento.
O que fazer além do mês de setembro?
A campanha tem valor, mas ela não pode acontecer apenas no mês de setembro.
Para ajudar sua empresa a identificar, prevenir e gerenciar os fatores de riscos psicossociais previstos na NR-01, a Promed oferece soluções que unem saúde ocupacional, prevenção e segurança para a gestão:
✅ Mapeamento e gestão de riscos psicossociais
Aplicamos ferramentas para identificar fatores de risco psicossociais, como sobrecarga, assédio e burnout, com avaliação, plano de ação e medidas preventivas alinhadas à NR-01.
✅ Relatórios investigativos completos
Realizamos apurações estruturadas de denúncias e situações de risco, com relatórios claros e recomendações de medidas disciplinares e preventivas para apoiar a tomada de decisão da empresa.
✅ Treinamentos periódicos
Promovemos capacitações sobre prevenção ao assédio, ética, conduta e saúde mental, fortalecendo uma cultura organizacional mais segura e preparada.
✅ Apoio psicológico e jurídico
Oferecemos acolhimento emocional e orientação especializada em situações relacionadas a riscos psicossociais, como assédio e burnout, dando suporte ao colaborador e mais segurança para a empresa.
✅ Gestão de afastamentos
Monitoramos atestados e afastamentos com supervisão médica especializada, ajudando a identificar padrões e possíveis sinais relacionados aos riscos psicossociais.
✅ Canal de denúncias
Implementamos um canal seguro e confidencial, com tratamento adequado das informações e atenção à LGPD, para facilitar o relato de situações que precisam ser investigadas.
Fale com a Promed e entenda como estruturar a prevenção à saúde mental de forma contínua na sua empresa.
Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento, o CVV oferece escuta gratuita e sigilosa 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.





